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sábado, 18 de setembro de 2010

Gênio é gênio

ou "o segredo do segredo de Pai Mei"

Ontem eu assistí de novo "Kill Bill - vol's 1e2" e percebí o uso de um mecanismo pelo diretor Quente e Taradinho que até então me tinha passado despercebido; como todo mundo sabe e, mesmo sabendo é difícil evitar o efeito, o uso do erotismo ligado a cenas de violência é bastante utilizado em obras de arte como cinema, pintura etc; isso é tecnicamente chamado de "eros-tanatos-eros" e é usado para potencializar o efeito emocional desejado no expectador, assim é em Lara Croft, Naruto e é sobre esse tema que se baseia todo o filme brasileiro "Doida Demais" é também a espinha dorsal de toda obra sobre vampiros, de Bram Stocker a Eduard Cullen.

Pois bem, em Kill Bill Tarentino faz uso de outro ingrediente associado à violência ; o amor materno. A personagem de Emma Thompson mata e mutila cruelmente centenas de pessoas, é exposta a brutais assassinos e, no final quando alcança o seu objetivo, o alvo de todo o seu ódio, qual é o escudo do eterno Kwai Chang Kane ? uma poderosa Hatori Hanzo? não, uma menininha sorridente, filha da personagem principal.

A sequência é uma bucólica cena de amor entre mãe e filha com certeza emocionalmente reforçada por toda violência anterior.

Ao invés de cenas romanticas entre o mocinnho e a mocinha, ou então de constrangedoras simulações de sexo entre estes que apenas servem para prender a atenção de homens com idade mental de até 14 anos ( eu também, tá?) quando mostra os seios ou as nádegas de alguma gostosona da moda, Taradinho preferiu focar um público talves mais maduro e com certeza mais amplo uma vez que nem todo homem é um pênis ambulante e nem toda mulher é ou quer ser uma "gostosona da moda".

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rita Lee, rock e polêmica: tudo a ver

Sobre os comentários infelizes que a senhora Lee fez sobre Itaquera e o Corinthians eu poderia dizer aqui que deveríamos boicotar seus shows e CD's, mas refaço o mesmo texto que fiz quando esta mesma senhora disse que paulista é um povo atrasado (ou coisa que o valha), aliás eu também acho que somos um bocado provincianos:
Artista não tem que ser formador de opinião, tem que ser artista e só.

Eu não tenho coragem de parar de ouvir "desculpe o aue", "o bode e a cabra", e outros clássicos inafastáveis.